O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, desistiu de concorrer a uma vaga no Senado nas eleições de 2026. O anúncio foi feito em um vídeo divulgado nas redes sociais, no qual o ex-governador afirmou que tomou a decisão mais difícil de sua vida e que ela foi necessária para que pudesse se dedicar totalmente à própria defesa. Com a saída, o Partido Liberal precisa encontrar um substituto para a disputa pelo estado, e a definição do nome ficou nas mãos de Jair Bolsonaro.
A cobertura de centro relatou o movimento como um episódio de bastidor partidário. Após a desistência, Bolsonaro passou a avaliar três nomes para a indicação: Carlos Portinho, Sóstenes Cavalcante e Alexandre Ramagem Jordy. A expectativa, segundo essa cobertura, é de que o ex-presidente bata o martelo sobre quem representará o PL na corrida ao Senado pelo Rio. Outros veículos noticiaram que pelo menos três pré-candidatos despontam como favoritos para herdar a candidatura.
Os três lados convergem no fato central: Castro saiu da disputa, a vaga ficou aberta e o PL articula um substituto sob a coordenação de Bolsonaro. A divergência está no enquadramento. Veículos de esquerda enfatizaram que a desistência se deu sob o peso de operações da Polícia Federal e de pressão interna do partido, lendo o episódio como sinal do cerco a aliados do bolsonarismo e da concentração de poder de Bolsonaro sobre a sigla, que decide sozinho o nome a ser lançado. Já veículos de direita destacaram a versão do próprio Castro, tratando a saída como um sacrifício pessoal em nome da defesa e valorizando a articulação do PL para preservar uma candidatura competitiva da direita no estado. A cobertura de centro, por sua vez, manteve o foco no processo de escolha e nos nomes em avaliação, sem juízo sobre os motivos.
O que ainda não se sabe é qual dos pré-candidatos será efetivamente escolhido por Bolsonaro, em que data a decisão será oficializada e quais foram, em detalhe, as operações da Polícia Federal citadas como pano de fundo da desistência. Também permanece em aberto como ficará o restante da chapa do PL no Rio de Janeiro para 2026.