Operação Nexus prende traficante do PCC e faz buscas contra vereador de Itatiba
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O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Militar deflagraram em 15 de setembro a Operação Nexus em Itatiba, no interior paulista, contra um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro atribuído ao traficante Reginaldo Pereira da Silva, o Tim, apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital. A Justiça decretou cinco prisões, e houve buscas contra um vereador e um policial militar.
A Operação Nexus desmontou um esquema do PCC em Itatiba que, segundo o Ministério Público de São Paulo, contava com um vereador e um policial militar para escapar da polícia. O caso é apresentado como exemplo de repressão firme ao crime organizado e de responsabilização de agentes públicos que traem a função.
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As coberturas concordam que o Ministério Público de São Paulo decretou cinco prisões, que o traficante Tim, do PCC, chefiava o esquema com vigilância policial 24 horas e que lojas de carros lavaram mais de R$ 2 milhões.
A Operação Nexus, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Militar, decretou a prisão de cinco pessoas em Itatiba, incluindo o traficante Tim, do PCC. Um vereador do MDB e um policial militar foram alvo de buscas por suspeita de ajudar o esquema a monitorar a polícia.
O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Militar deflagraram na terça-feira, 15 de setembro, a Operação Nexus em Itatiba, no interior paulista. O alvo é um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro que, segundo os promotores, contava com monitoramento ininterrupto da movimentação policial na cidade. A Justiça decretou a prisão de cinco pessoas, entre elas o traficante Reginaldo Pereira da Silva, conhecido como Tim, apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital, o PCC.
Além das prisões, houve buscas contra um vereador de Itatiba e contra um policial militar. O parlamentar é Carlos Eduardo de Oliveira Franco, do MDB, conhecido como Duguaca. Os mandados foram cumpridos na casa e no gabinete dele, e a investigação apura se ele participava do núcleo que vigiava as ações da polícia. O policial militar, cuja identidade não foi divulgada, teria ligação direta com Tim e é alvo da Corregedoria da corporação.
As investigações ficaram a cargo do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco. De acordo com o órgão, Tim chefiava uma estrutura dividida em cinco núcleos. A vigilância funcionava 24 horas por dia e permitia ao grupo esconder drogas, dispersar vendedores e fechar temporariamente pontos de venda quando havia movimentação policial. Tim foi preso com a esposa em um condomínio de alto padrão. Ao longo da apuração, ele teria comprado e negociado mais de 20 carros de luxo, de marcas como Lamborghini, Ferrari e Porsche. Três lojas de veículos, duas em Itatiba e uma em Campinas, sofreram buscas por suspeita de lavar o dinheiro do grupo. Segundo o Gaeco, o dono das lojas funcionava como um banco para o traficante, com repasses acima de R$ 2 milhões.
A cobertura de centro foi a mais detalhada sobre o lado político do caso. Ela nomeou o vereador e o partido e registrou a nota da Câmara Municipal de Itatiba, que confirmou a busca no gabinete e afirmou que, até o momento, a investigação não está relacionada ao exercício da função parlamentar. Um veículo alinhado à direita também noticiou a operação, em tom descritivo, destacando as 26 ordens judiciais de busca e apreensão e a informação de que o policial militar atuava diretamente na segurança do traficante. Esse texto não citou o nome do vereador nem ouviu a Câmara. Até o momento, veículos de esquerda não publicaram cobertura própria sobre o caso, o que torna a leitura sobre controle das forças de segurança e infiltração do crime em instituições locais uma lacuna da cobertura.
Ainda não se sabe quem são as outras pessoas com prisão decretada, qual é a identidade do policial militar nem que papel exato o vereador teria desempenhado no monitoramento. As defesas dos investigados não se manifestaram nas reportagens publicadas, e não há informação sobre eventual afastamento do parlamentar ou do policial.
Traficante conhecido como Tim, do PCC, foi preso em condomínio de luxo, no interior de SP. Grupo fazia monitoramento 24h para o tráfico

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Militar deflagraram, nesta terça-feira (15), a Operação Nexus para desarticular
