Viva voz e confiança: como foi a ligação de Lula e Jaques Wagner
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O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, virou alvo da nona fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que investiga fraudes no Banco Master. A PF cumpriu 18 mandados na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, apreendeu cerca de US$ 55 mil e € 33,5 mil e aponta Wagner como suposto beneficiário de vantagens em troca de atuação no Congresso a favor do banco. O presidente Lula telefonou ao senador para manifestar solidariedade e confiança. Wagner negou irregularidades e disse que mantém o cargo e a pré-candidatura ao Senado em 2026.
Veículos deste lado: Metrópoles e BBC Brasil
O senador Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, foi alvo de uma operação da PF no caso Master e negou de forma detalhada todas as acusações, atribuindo os valores apreendidos a diárias legítimas do Senado e explicando os contatos pontuais com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Veículos deste lado: CartaCapital
A Polícia Federal apontou o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner, como suposto beneficiário central de um esquema bilionário do Banco Master, com indícios de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Veículos deste lado: Veja
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Esquerda, centro e direita concordam que a PF mirou Jaques Wagner na nona fase da Operação Compliance Zero, que houve apreensão de dinheiro em espécie e que Lula telefonou ao senador para se solidarizar. Todos registram que Wagner nega irregularidades e mantém o cargo e a candidatura.
O líder do governo Lula no Senado, senador Jaques Wagner (PT-BA), tornou-se alvo da nona fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes envolvendo o Banco Master. A ação, deflagrada nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, cumpriu 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso. Os agentes apreenderam cerca de 55 mil dólares e 33,5 mil euros em endereços ligados ao senador. A investigação aponta Wagner como suposto beneficiário central de vantagens econômicas em troca de atuação no Congresso a favor do banco.
A cobertura de centro relatou que a suspeita da PF se apoia em mensagens extraídas do celular do empresário Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo os investigadores, Lima funcionava como canal de interlocução com o senador sobre temas de interesse do Master, como a chamada 'Emenda Master', mudanças no crédito consignado, a CPI do banco e a tentativa de venda da instituição ao BRB. Entre os indícios estão um apartamento de alto padrão em Salvador, avaliado em cerca de 2,5 milhões de reais, e repasses à BN Financeira, empresa vinculada ao núcleo familiar do parlamentar. Os fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Wagner negou qualquer irregularidade em entrevista à Band. Afirmou que o dinheiro em espécie apreendido corresponde a diárias de viagens internacionais pagas pelo Senado e que o apartamento seria um investimento que ele recompraria para ajudar a filha. Disse ainda não ter relação com Vorcaro, com quem afirma ter estado apenas duas vezes, e que continuará na liderança do governo e na pré-candidatura à reeleição ao Senado em 2026. O presidente Lula telefonou ao aliado mais de uma vez para manifestar solidariedade. Em uma das ligações, atendida no viva-voz e presenciada por aliados, o tom foi descrito como 'leve'; o senador chegou a brincar que é 'sorteado' todo ano eleitoral para ser alvo de busca e apreensão.
É no enquadramento dessa ligação que a cobertura diverge. Veículos de esquerda destacaram a defesa do senador e a assimetria da investigação, ressaltando que Wagner ironizou o fato de outros suspeitos com valores muito maiores, como o senador Flávio Bolsonaro, não terem sofrido operação semelhante; nesse recorte, a ação aparece como tentativa de desestabilizar um quadro histórico do PT às vésperas da eleição, e a fala de Lula sobre 'absoluta confiança' é lida como apoio a um aliado pressionado. Veículos de direita enfatizaram a gravidade das acusações e a descrição da PF de Wagner como 'beneficiário central' do esquema, tratando o telefonema de Lula, que disse ter tido 'problemas maiores' do que esse, como sinal de proximidade do Planalto com um investigado por corrupção. A cobertura de centro registrou os dois lados em paridade e detalhou que uma ala do Planalto defende que o senador deixe a liderança, enquanto auxiliares afirmam que Lula manterá a defesa das investigações 'doa a quem doer'.
O que ainda não se sabe é se Wagner permanecerá na liderança do governo no Senado, já que a decisão final cabe a Lula e há pressão interna pela sua saída. Também segue em aberto se a Justiça vai aprofundar a apuração das três frentes citadas pela PF, o apartamento, os repasses à BN Financeira e a atuação legislativa, e como a investigação afetará a candidatura do senador na chapa do governador Jerônimo Rodrigues. Não houve, até o momento, operação contra outros nomes citados no mesmo contexto, como Flávio Bolsonaro.
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