Apoio do Republicanos faria Flávio superar Lula no tempo de TV
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Sem fechar nenhuma coligação nacional até o fim do prazo das convenções, o senador Flávio Bolsonaro, do PL, deve iniciar a campanha presidencial com cerca de 4 minutos e 20 segundos de propaganda por bloco de rádio e televisão, contra aproximadamente 5 minutos e 32 segundos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, segundo projeções feitas a partir das regras do Tribunal Superior Eleitoral. A decisão do Republicanos de manter neutralidade, tomada em convenção nacional na terça-feira, e as recusas anteriores da federação União Progressista e do Podemos selaram o quadro. O PL anunciou o deputado Alfredo Gaspar como vice em chapa pura.
Veículos deste lado: Correio Braziliense, CNN Brasil, Valor Econômico, O Globo e mais 1
A sequência de recusas do centrão deixou a candidatura da direita isolada às vésperas do início da campanha e escancarou o encolhimento político do bolsonarismo no sistema partidário. Enquanto o presidente reuniu seis siglas de esquerda e centro-esquerda numa frente ampla, o candidato do PL terminou o prazo das convenções sem nenhum aliado nacional e com uma chapa formada apenas por quadros do próprio partido.
Veículos deste lado: Brasil 247 e Portal Vermelho
O cálculo eleitoral dos partidos de centro, e não a força relativa das candidaturas, definiu a distribuição do horário gratuito. Legendas que apoiaram a direita em 2022 preferiram a neutralidade para preservar bancadas e manter liberdade de negociação futura, deixando o candidato do PL sem os aliados que teriam invertido a conta.
Veículos deste lado: Veja
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Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
A propaganda vai ao ar de 28 de agosto a 1º de outubro, em dois blocos diários de 12min30s às terças, quintas e sábados, no rádio e na televisão. - Divisão projetada por bloco: presidente 5min32s, candidato do PL 4min20s, Ronaldo Caiado 2min02s e Augusto Cury 36s. - Romeu Zema e Renan Santos não terão tempo algum porque seus partidos não atingiram a cláusula de desempenho. - O prazo para registrar as chapas vai até 15 de agosto, e arranjos até lá ainda podem mudar o quadro.
Esquerda lê o resultado como isolamento e enfraquecimento do bolsonarismo e credita o desfecho ao êxito da articulação de forças governistas. - Direita atribui a neutralidade ao cálculo de sobrevivência das bancadas estaduais, não a uma adesão ao governo, e lembra que nove diretórios votaram pelo apoio à oposição. - Sobre o peso do isolamento, a esquerda enfatiza a desvantagem de mais de um minuto, enquanto a cobertura técnica e a direita destacam que o PL sozinho ainda garante mais de quatro minutos, o maior tempo do campo desde 2018.
Todos os lados registram os mesmos fatos centrais: o candidato do PL terminou o prazo das convenções sem coligação nacional, o Republicanos, a federação União Progressista e o Podemos optaram pela neutralidade, e as projeções apontam cerca de 5min32s por bloco para o presidente contra 4min20s para o senador. Também há convergência de que a regra atrela 90% do tempo às bancadas eleitas em 2022 e de que apenas quatro candidaturas terão propaganda gratuita.
O Tribunal Superior Eleitoral ainda não divulgou a tabela oficial de distribuição do tempo para 2026; todos os números publicados são projeções. - Não se sabe se apoios informais, como a colaboração aventada da economista cotada para a vice, se traduzirão em ganho eleitoral. - Falta medir quanto o horário gratuito ainda pesa na intenção de voto diante das redes sociais.
O senador Flávio Bolsonaro, do PL, chegou ao fim do prazo das convenções partidárias sem nenhuma aliança nacional e deve começar a campanha presidencial com menos tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Projeções feitas a partir das regras do Tribunal Superior Eleitoral apontam cerca de 5 minutos e 32 segundos por bloco para o petista, contra aproximadamente 4 minutos e 20 segundos para o senador. A diferença de 1 minuto e 12 segundos equivale a uma desvantagem de cerca de 21% para o candidato da oposição.
A virada de chave aconteceu na terça-feira, 4 de agosto, quando a convenção nacional do Republicanos, realizada a portas fechadas em Brasília, decidiu manter neutralidade na disputa presidencial. Dos 27 diretórios estaduais consultados, 17 defenderam a neutralidade, nove o apoio ao candidato do PL e um o apoio ao presidente. Horas depois, o Podemos também anunciou que ficaria fora da chapa, repetindo a decisão já tomada pela federação União Progressista, formada por PP e União Brasil. Com as portas do centrão fechadas, o PL partiu para uma chapa pura e anunciou o deputado Alfredo Gaspar como candidato a vice.
Os números têm base em uma regra objetiva. Noventa por cento do horário eleitoral é distribuído proporcionalmente ao tamanho das bancadas eleitas para a Câmara dos Deputados em 2022, e os 10% restantes são divididos igualmente entre as candidaturas que superaram a cláusula de desempenho. O presidente reúne PT, PCdoB e PV, na federação Brasil da Esperança, mais PSB, PDT e a federação PSOL-Rede. O senador conta apenas com o PL, que elegeu 98 deputados federais. Além dos dois, somente Ronaldo Caiado, com cerca de 2 minutos e 2 segundos, e Augusto Cury, com aproximadamente 36 segundos, terão espaço na propaganda. Romeu Zema e Renan Santos ficam de fora porque seus partidos não atingiram a cláusula de barreira.
Veículos de esquerda destacaram que a sequência de recusas consolidou o isolamento do candidato da direita, tratando o resultado como derrota política do bolsonarismo diante de uma frente ampla e como êxito da articulação das forças governistas para conter a expansão das alianças da oposição. A cobertura de centro concentrou-se nos cálculos e na mecânica legal, ouvindo especialista em direito eleitoral que relativiza o isolamento ao lembrar que o tamanho da bancada do PL, mesmo sem coligação, ainda garante ao senador uma fatia expressiva do horário, superior a quatro minutos. Veículos de direita enfatizaram o cálculo pragmático dos partidos, que temiam prejudicar suas bancadas proporcionais ao se vincular a um dos polos, e deram espaço à justificativa de que os problemas do país seriam maiores do que a disputa ideológica.
A divergência mais nítida está no cenário que não se realizou. Antes da decisão da convenção nacional, uma coluna de bastidor sustentou, com base em avaliações de aliados do senador, que a entrada do partido na chapa faria o candidato do PL superar o presidente no tempo de televisão. Cálculos publicados depois confirmam que a hipótese era plausível: com o apoio do Republicanos e da federação União Progressista, o senador chegaria a 6 minutos e 51 segundos por bloco, e o presidente cairia para 3 minutos e 43 segundos. Apenas com o Republicanos, a vantagem seria mais estreita, de 5 minutos e 17 segundos contra 4 minutos e 51 segundos. Também ficou pelo caminho a costura da vice, com os nomes de Tereza Cristina, de Damares Alves e da economista Daniella Marques ventilados sem que nenhum se viabilizasse.
Ainda não se sabe qual será a distribuição oficial, porque o Tribunal Superior Eleitoral não divulgou a tabela definitiva do tempo de 2026 e todos os números em circulação são projeções. Também está em aberto o efeito prático dessa diferença sobre a intenção de voto, num ciclo em que as redes sociais dividem espaço com o rádio e a televisão. O prazo de registro das candidaturas vai até 15 de agosto, e apoios informais ou arranjos estaduais ainda podem alterar o desenho final das chapas antes do início da propaganda, marcado para 28 de agosto.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.