Governo Lula acelera fim da escala 6x1 no Senado enquanto oposição emenda texto
1 veículo de esquerda · 2 veículos de centro · 1 veículo de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 2 veículos de centro · 1 veículo de direita

A Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6x1, aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio de 2026, foi despachada em 21 de agosto pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para a Comissão de Constituição e Justiça, onde o relator é o senador Omar Aziz. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, afirmou em 24 de agosto que a comissão deve apreciar o texto em 2 de setembro, durante o esforço concentrado, antes de levá-lo ao plenário. Uma audiência pública foi marcada para 26 de agosto e o parecer do relator, prometido para 27 de agosto. No mesmo período, Luiz Inácio Lula da Silva, Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta, fecharam um acordo sobre a pauta do Congresso antes das eleições, sem compromisso de data para a votação em plenário.
Depois de quase três meses de gaveta no Senado, a PEC que encerra a escala de seis dias de trabalho por um de descanso finalmente chegou à Comissão de Constituição e Justiça, e o governo Lula trata a votação de 2 de setembro como a chance de entregar aos trabalhadores o maior ganho de direitos desde a Constituição de 1988.
A PEC que acaba com a escala 6x1 só destravou no Senado depois que o Palácio do Planalto reatou relações com Davi Alcolumbre, e chega à Comissão de Constituição e Justiça carimbada como prioridade eleitoral do governo Lula, às vésperas do último esforço concentrado antes do pleito.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Análise não disponível para esta matéria.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Todos os lados registram os mesmos fatos: a PEC foi aprovada pela Câmara em 27 de maio, ficou meses parada no Senado, foi despachada à Comissão de Constituição e Justiça em 21 de agosto após a aproximação entre Lula e Davi Alcolumbre, tem Omar Aziz como relator e previsão de apreciação em 2 de setembro. Há convergência também sobre a estratégia de manter o texto sem alterações para não devolvê-lo aos deputados, e sobre a ausência de data firmada para a votação em plenário.
A proposta que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso saiu da gaveta do Senado e chegou à Comissão de Constituição e Justiça, com relatoria de Omar Aziz e previsão de análise em 2 de setembro. O governo Lula quer aprovar o texto sem alterações antes das eleições; senadores de oposição já apresentaram emendas que remetem a redução da jornada à negociação coletiva.
A Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho de seis dias por um de descanso voltou a se mover no Senado. Aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio de 2026, a chamada PEC 221/2019 ficou parada na Casa desde o dia seguinte, à espera de despacho do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O encaminhamento à Comissão de Constituição e Justiça saiu em 21 de agosto, depois de uma conversa entre Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 12 de agosto, no mesmo lote em que a PEC da Segurança Pública e o projeto sobre minerais críticos e estratégicos foram distribuídos às comissões.
Em 24 de agosto, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, anunciou em vídeo que a comissão deve apreciar a proposta em 2 de setembro, durante o esforço concentrado, para em seguida levá-la ao plenário. O relator designado é o senador Omar Aziz, que marcou audiência pública para 26 de agosto e prometeu apresentar parecer em 27 de agosto. Uma reunião entre Lula, Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta, em 26 de agosto, fechou um acordo mais amplo de pauta que inclui o fim da chamada taxa das blusinhas, a regulamentação dos minerais críticos e o plano de incentivos a centros de dados.
Os três blocos de cobertura convergem sobre a cronologia, sobre os nomes envolvidos e sobre um ponto decisivo de rito: os relatores pretendem manter integralmente os textos vindos da Câmara, porque qualquer alteração de mérito obrigaria a proposta a voltar aos deputados e inviabilizaria a aprovação antes das eleições. Também há consenso de que o acordo firmado com a cúpula do Congresso não fixou data para a votação em plenário, apenas para a análise dos relatórios na comissão.
A partir daí as ênfases se separam. Veículos de esquerda organizaram a matéria em torno da resistência da oposição, relatando que parlamentares aliados do senador Flávio Bolsonaro articulam uma reunião com os presidentes das duas Casas para conter o avanço das pautas do governo, e detalhando emendas como a do senador Hamilton Mourão, que replica texto do senador Rogério Marinho e remeteria a redução da jornada e a compensação de horários à convenção coletiva. Nessa leitura, a alegação de que temas complexos não devem ser deliberados em período eleitoral é manobra para adiar um direito de forte apelo popular. A cobertura de centro tratou o episódio como cálculo de calendário parlamentar, registrando que o governo está mobilizado para aprovar a mudança antes do pleito e que a agenda avançou depois da recomposição de relações entre o Planalto e a presidência do Senado. Já veículos de direita deram peso ao contrapeso institucional, reproduzindo na íntegra a nota em que Alcolumbre afirma que as matérias seguirão o rito ordinário e regimental, com respeito às prerrogativas do Legislativo, e que cabe ao Executivo apresentar prioridades e ao Congresso analisá-las com independência.
O enquadramento sobre o mérito também difere. De um lado, a proposta aparece como a maior conquista dos trabalhadores desde a Constituição de 1988, expressão usada pelo próprio líder do governo. De outro, aparece como alteração estrutural na jornada de trabalho de todo o país, feita por emenda constitucional e sob pressão de calendário eleitoral, com defesa explícita de que a flexibilização seja negociada entre empregadores e empregados setor a setor.
O que ainda não se sabe é se a votação de 2 de setembro na comissão será mesmo realizada, se o parecer de Omar Aziz preservará o texto sem concessões e se haverá quórum e disposição para levar a matéria ao plenário antes das eleições. Nenhuma das coberturas apresenta estimativa pública de impacto econômico da mudança de jornada, nem informa qual seria a regra de transição para os setores que hoje operam em escala contínua. Também não há definição sobre o destino das emendas apresentadas nem sobre a possibilidade de destaques para votação em separado no plenário.
Expectativa é que não haja mudanças em relação ao projeto aprovado na Câmara e votação seja semana que vem

Presidente Lula firmou com Motta e Alcolumbre acordo para votação da ‘taxa das blusinhas’, da regulamentação dos minerais críticos e do Redata, além da PEC da…

Prioridade do governo Lula no Congresso, texto chegou à Comissão de Constituição e Justiça na semana passada; relator é Omar Aziz

Relator do projeto, Omar Aziz quer apresentar parecer na 5ª feira; votação em plenário pode ficar para depois das eleições. Leia no Poder360.
