Flávio ironiza pagamentos de lobista a assessor de Lula
3 veículos de centro · 4 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
7 veículos
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Como decidimos →A leitura à direita é de que o dinheiro do esquema que lesou aposentados chegou ao coração do Palácio do Planalto. Quem cuidava da agenda e do telefone do presidente pegou R$ 249 mil emprestados justamente com uma lobista investigada por fraudes no INSS, amiga do filho do presidente e cuja empresa deve mais de meio milhão de reais ao fisco. Não houve contrato de mútuo, e a explicação chegou em etapas, primeiro sem valor e sem data. A saída silenciosa do assessor duas semanas antes da revelação é vista como tentativa de conter o desgaste. A cobrança é por explicação imediata e por investigação sem blindagem.
Veículos deste lado: Revista Oeste, Veja, Jornal da Cidade Online e Terra Brasil Notícias
Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, chefe de gabinete do presidente Lula de janeiro de 2023 a 21 de julho de 2026, confirmou ter recebido R$ 249 mil da empresária Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal no caso das fraudes no INSS.
Veículos deste lado: Poder360, CNN Brasil e O Globo
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
Toda a cobertura converge em três pontos: a transferência de R$ 249 mil da empresária ao ex-chefe de gabinete do presidente existiu e foi confirmada pelo próprio beneficiário; ela ocorreu enquanto ele ocupava o cargo no Palácio do Planalto, de onde saiu em 21 de julho de 2026; e a empresária é investigada pela Polícia Federal no caso das fraudes em descontos do INSS. Todos os textos registram que não há, até agora, decisão judicial apontando irregularidade na operação.
O ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, confirmou em 4 de agosto de 2026 ter recebido R$ 249 mil da empresária Roberta Luchsinger, apontada como lobista e investigada pela Polícia Federal no inquérito sobre as fraudes em descontos de benefícios do INSS. Em nota, ele afirmou que a transferência foi um empréstimo pessoal, de natureza estritamente privada e já quitado, disse ter constituído advogado e informou que colocou seus sigilos bancário e fiscal à disposição da Justiça. Até o momento, ele não figura como investigado em nenhum dos inquéritos relacionados ao caso.
Marcola ocupou o cargo de chefe de gabinete de janeiro de 2023 a 21 de julho de 2026, quando deixou o Palácio do Planalto. A versão oficial na ocasião foi a de que ele passaria a integrar a equipe da campanha de reeleição do presidente. A empresária que fez o repasse é investigada na Operação Sem Desconto, prestou serviços ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, preso desde setembro de 2025, e mantém amizade próxima com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal, um deles por suspeita de tráfico de influência.
A cobertura de centro relatou o caso a partir de apuração própria e demarcou com clareza os limites do que foi confirmado: a existência das transferências foi checada com quatro pessoas familiarizadas com o assunto, mas valores exatos, data e finalidade seguem sob análise da Polícia Federal, que tem os dados bancários completos. Essa cobertura também registrou que o repasse consistiu em uma única operação, e não em uma série de pagamentos, que não há contrato de mútuo formalizando a transação e que não existe, até agora, decisão judicial apontando irregularidade. As manifestações das partes foram publicadas, incluindo a do advogado da empresária, que disse que responderá apenas nos autos do inquérito, e a íntegra da nota do ex-assessor.
Veículos de direita enfatizaram o alcance político do episódio. Destacaram que quem cuidava da agenda e do telefone do presidente tomou dinheiro emprestado justamente de uma pessoa investigada por fraudes contra aposentados, que a empresa da empresária acumula dívida de R$ 531.770,46 em impostos e que a explicação chegou em etapas, primeiro sem valor e sem data. Essa cobertura também explorou o desgaste interno: segundo relatos de bastidores atribuídos a integrantes do governo e do partido, discutiu-se afastar o ex-assessor da campanha até que os documentos fossem apresentados, hipótese que encontrou resistência entre aliados. O senador e candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, publicou vídeo em 3 de agosto cobrando explicações e perguntando de onde veio o dinheiro, além de associar o caso à resistência do governo à instalação da CPI do INSS.
Veículos de esquerda não registraram cobertura própria deste episódio até o fechamento desta reportagem, o que deixa o contraditório sobre o caso restrito à nota do ex-assessor, às respostas dos advogados e à posição do governo de que a Polícia Federal atua com autonomia, sem interferência do Executivo.
O que ainda não se sabe é decisivo. Não foi esclarecida a data em que o empréstimo ocorreu, nem por que a captação de recursos se deu junto a uma pessoa com interesses no governo em vez de uma instituição financeira. Também não se sabe se houve qualquer contrapartida, se o ex-assessor passará à condição de investigado e qual a origem exata dos valores repassados. O Palácio do Planalto não se manifestou formalmente sobre o caso até a publicação das reportagens, e as apurações da Polícia Federal seguem em curso.
Ex-chefe de gabinete afirma que recebeu R$ 249 mil de Roberta Luchsinger, investigada pela PF no caso das fraudes no INSS

'Sempre pautei minha atuação pública pela ética, compromisso e transparência', diz assessor de campanha de Lula

Roberta Luchsinger fez pagamentos para Marco Aurélio, o Marcola, que foi dispensado do Planalto pelo presidente. Leia no Poder360.

A investigação conduzida pela Polícia Federal sobre repasses financeiros da lobista Roberta Luchsinger ao ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Santana, provocou ...

Caso envolve pagamentos feitos por empresária ligada a Lulinha, filho do presidente da República, a ex-integrante do governo

O empréstimo da lobista para ex-assessor de Lula foi feito em um só desembolso

Em nota, Marcola admite que recebeu a transferência, mas disse que se trata de um "empréstimo pessoal", que foi "contraído e quitado". O valor não foi divulgado

A empresária e lobista Roberta Luchsinger realizou transferências bancárias para Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que ocupou o

Senador reagiu a reportagem do Poder360 que mostra pagamentos de Roberta Luchsinger a Marcola, ex-chefe de Gabinete do presidente. Leia no Poder360.

Nesta matéria: falácia identificada.