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O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal na 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes no Banco Master, de Daniel Vorcaro. A PF investiga se Wagner recebeu como propina um apartamento de R$ 2,45 milhões no empreendimento Poème Horto, em Salvador, e repasses de R$ 12 milhões à BN Financeira, empresa de sua nora. Wagner afirmou, em entrevista, que o imóvel seria um presente para a filha e negou a posse do apartamento; a defesa diz que os US$ 49 mil em espécie achados em sua casa são diárias legais não utilizadas.
O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, tornou-se alvo da Polícia Federal na 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras no Banco Master, instituição controlada pelo empresário Daniel Vorcaro. Na quinta-feira, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em São Paulo, Brasília e na Bahia. No centro da investigação está a suspeita de que o parlamentar tenha recebido como propina um apartamento avaliado em cerca de R$ 2,45 milhões, no empreendimento de luxo Poème Horto, em Salvador, além de repasses de R$ 12 milhões à BN Financeira, empresa que pertence à sua nora.
A cobertura de centro relatou os fatos de forma direta. Segundo a investigação, o imóvel teria sido repassado por Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, com a participação de intermediários ligados ao grupo. Mensagens de celular interceptadas pela PF mostrariam o senador pedindo a Lima os dados do apartamento e o contato de um corretor. A partir daí, conforme a apuração, a compra teria sido viabilizada por outros nomes ligados ao banco. Na residência de Wagner em Brasília, a PF encontrou US$ 49 mil em espécie, o equivalente a cerca de R$ 250 mil. A apuração também investiga se o senador atuou, no exercício do cargo, para beneficiar o Master em temas regulatórios, como a regulamentação do crédito consignado, o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos e a tentativa de compra do BRB, operação que acabou barrada pelo Banco Central.
Em sua defesa, o senador apresentou explicações para cada ponto. Sobre o apartamento, Wagner afirmou em entrevista à Band News que apenas pretendia ajudar a filha a comprar um imóvel ainda em construção, e que pediu ao empresário que adquirisse a unidade para depois recomprá-la. A assessoria do parlamentar sustenta que o apartamento do Poème Horto jamais integrou seu patrimônio. Quanto ao dinheiro em espécie, a defesa afirma tratar-se de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais. O senador disse permanecer à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
Veículos de esquerda deram destaque a essa versão da defesa, enfatizando que parte das acusações se apoia na interpretação de mensagens interceptadas, ainda sem comprovação definitiva da posse do imóvel, e ressaltando a postura de colaboração do senador, que afirma ter relação 'praticamente zero' com Vorcaro. Já veículos de direita enfatizaram a leitura da Polícia Federal, que trata o apartamento e os repasses à empresa da nora como propina, e destacaram o padrão de relações entre o parlamentar petista e os investigados, somado ao patrimônio de alto padrão do senador em Salvador e ao dinheiro em espécie encontrado em sua casa, como elementos que reforçam as suspeitas sobre a origem dos recursos.
A cobertura também mencionou que Wagner adquiriu, segundo coluna jornalística, outro imóvel de luxo de cerca de R$ 9 milhões em Salvador, informação atribuída a relatos de funcionários do prédio e a anúncios de unidades semelhantes, e que não consta de busca e apreensão. O que ainda não se sabe é se a Justiça aceitará a tese da PF de que os bens e repasses configuram propina, qual será o desdobramento jurídico da operação para o mandato do senador e se a investigação confirmará a atuação do parlamentar em favor do Banco Master nas decisões regulatórias sob suspeita.
Todos os lados reconhecem que a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra o senador Jaques Wagner na investigação do Banco Master e que o senador apresentou explicações negando ter recebido propina.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Publicado pelo Brasil 247 (viés de esquerda). O corpo é amplamente factual e até desfavorável ao senador petista, mas o título afirma a compra do imóvel de R$ 9 milhões como dado consolidado ('comprou'), enquanto o texto a atribui a coluna de terceiros e a relatos de funcionários, descasamento título-corpo. Marcado LEFT pelo veículo e pelo enquadramento que destaca a nota de defesa do senador.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto centrado na versão do próprio senador ('era para a filha') contraposta à descrição da investigação da PF, com citação direta da entrevista à Band News e das mensagens interceptadas. Tom factual, sem vocabulário valorativo.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Senador Jaques Wagner (PT-BA) foi alvo de operação da Polícia Federal que apura caso de corrupção do Banco Master, nesta quinta-feira (18/6)
No Central Meio de hoje, Pedro Doria, Luiza Silvestrini e Flávia Tavares recebem o professor de Ciência Política da Unirio Fábio Kerche sobre os desdobramentos da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga o esquema de fraudes do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro. Nesta manhã, a Polícia Federal cumpriu mandados em São Paulo, Brasília e Bahia. Um dos alvos foi o líder do Governo no Senado, Jacques Wagner (PT-BA), apontado como beneficiário de repasses do banco por intermédio da nora e por ter recebido um apartamento de R$ 2,5 milhões como propina. Em seguida, Idelber Avelar, apresentador do […]
Senador foi alvo de busca da PF em apuração sobre Banco Master e nega posse de imóvel citado
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Texto do Canal Meio descreve, de forma factual e neutra, a 9ª fase da Operação Compliance Zero e a tese da PF de que repasses à nora e o imóvel de R$ 2,5 milhões seriam propina. Convida cientista político para análise; tom de cobertura, sem carga ideológica.
Perspectivas omitidas



