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Pesquisa do Real Time Big Data divulgada em 3 de agosto de 2026 mediu, em Sergipe, a disputa presidencial e as corridas estaduais. Lula aparece com 60% no primeiro turno e 63% no segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que tem 23% e 27%. Para o governo estadual, Fábio Mitidieri e Valmir de Francisquinho estão em empate técnico, e as duas vagas ao Senado seguem indefinidas. Foram 1.600 entrevistas entre 28 de julho e 1º de agosto, com margem de erro de 2 pontos e 95% de confiança.
O instituto Real Time Big Data divulgou na segunda-feira, 3 de agosto de 2026, um levantamento de intenções de voto em Sergipe que mede tanto a disputa presidencial quanto as corridas estaduais. Na simulação de primeiro turno para a Presidência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, aparece com 60% das intenções de voto no estado, contra 23% do senador Flávio Bolsonaro, do PL, pré-candidato ao Palácio do Planalto. Em um eventual segundo turno entre os dois, Lula registra 63% e Flávio Bolsonaro, 27%.
A ficha técnica é a mesma nas duas leituras do estudo. Foram 1.600 eleitores sergipanos entrevistados entre 28 de julho e 1º de agosto de 2026, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto, com custo declarado de 24 mil reais, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral. Nenhuma das coberturas aponta contestação aos números ou aos procedimentos informados.
No recorte estadual, o quadro é bem mais apertado. Para o governo de Sergipe, Fábio Mitidieri, do PSD, e Valmir de Francisquinho, do Republicanos, aparecem tecnicamente empatados no cenário estimulado de primeiro turno, com 43% e 40% respectivamente. Na simulação de segundo turno, a diferença numérica cai para 2 pontos, com vantagem de Mitidieri, ou seja, novo empate dentro da margem de erro. Para o Senado, o instituto pediu dois votos a cada entrevistado e encontrou três pré-candidatos melhor posicionados para a primeira vaga, com a segunda cadeira ainda indefinida. No cenário espontâneo do governo estadual, quase 60% dos eleitores ainda não sabem em quem votar.
As coberturas divergem no que escolheram destacar. A cobertura de centro concentrou-se no desempenho presidencial, tratou os percentuais de Lula e de Flávio Bolsonaro como o dado principal da rodada e detalhou o registro do estudo na Justiça Eleitoral, o contratante e o custo. Já os veículos de direita deram destaque às disputas estaduais, ao empate técnico para o governo e à indefinição no Senado, e acrescentaram uma ressalva editorial sobre o uso de pesquisas. Nessa leitura, levantamentos são fotografia de momento e não previsão de resultado, o método, o tamanho da amostra e até a redação da pergunta influenciam os números, e pesquisas publicadas em 2022 apresentaram discrepâncias relevantes em relação ao resultado das urnas. O mesmo texto lembra que percentuais de intenção de voto influenciam decisões de partidos, de lideranças políticas e o humor do mercado financeiro. Até o momento, veículos de esquerda não publicaram cobertura própria do levantamento, de modo que não há registro da leitura desse campo sobre os dados.
O que ainda não se sabe é considerável. Os percentuais nominais dos pré-candidatos ao Senado não foram apresentados em texto, o que impede comparação direta entre os três nomes melhor posicionados. Também não há informação sobre quanto somam brancos, nulos e indecisos na disputa presidencial em Sergipe, nem sobre outros nomes eventualmente testados no cenário estimulado além dos dois divulgados. Não há, até aqui, levantamento de outro instituto no estado no mesmo período que permita confrontar os resultados, e nenhuma das coberturas informa como esses números se comparam a rodadas anteriores da própria série em Sergipe.
As duas coberturas tratam o levantamento como legítimo e reproduzem a mesma ficha técnica: 1.600 entrevistas em Sergipe entre 28 de julho e 1º de agosto de 2026, margem de erro de 2 pontos, confiança de 95%, contratação pelo próprio instituto e registro no Tribunal Superior Eleitoral. Nenhuma delas contesta os números ou a metodologia declarada.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto de agência: apresenta os percentuais de primeiro e segundo turno, o instituto, o número de entrevistados, o período de campo, a margem de erro, o nível de confiança, o custo declarado e o número de registro no TSE, sem adjetivação valorativa nem enquadramento ideológico. O título reproduz literalmente o dado central do corpo. A única fragilidade é de recorte, ao reduzir o cenário a dois nomes sem informar o restante da distribuição.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O relato dos números estaduais é sóbrio e correto, com empate técnico bem caracterizado e ficha metodológica completa. O que puxa o enquadramento para a direita é a seção editorial anexa, que instala ceticismo institucional sobre o próprio gênero pesquisa ao lembrar 'discrepâncias relevantes' de 2022 frente às urnas e ao enfatizar o efeito das pesquisas sobre partidos, lideranças e mercado financeiro. Somado ao recorte que exclui o cenário presidencial favorável ao ocupante do Planalto medido na mesma rodada, o conjunto configura escolha editorial identificável, não cobertura estritamente neutra.

No cenário de 2º turno, Lula registra 63% das intenções de voto, ante 27% de Flávio Bolsonaro. Leia no Poder360

Pesquisa divulgada pelo Real Time Big Data mostra como está o cenário eleitoral em Sergipe para 2026. Leia na Gazeta do Povo.
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Perspectivas omitidas



