
MDB/PSD mantém indefinida 2ª vaga ao Senado no Paraná
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A montagem das chapas ao Senado para as eleições de 2026 entrou na reta final das convenções com impasses simultâneos em vários estados. No Paraná, o governador Ratinho Junior (PSD) oficializou em 31 de julho o apoio a Alexandre Curi (Republicanos) e manteve aberta a segunda vaga da aliança com o MDB; após a desistência do ex-senador Álvaro Dias em 3 de agosto, o grupo anunciou a jornalista Cristina Graeml (PSD) no dia seguinte. No Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL) decidiu concorrer depois de reunião com o presidente do partido. Pesquisas em Goiás, Bahia e São Paulo mostram disputas ainda indefinidas para a segunda das duas vagas por estado.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
A montagem das chapas ao Senado para as eleições de 2026 entrou na reta final das convenções com impasses simultâneos em vários estados. No Paraná, o governador Ratinho Junior (PSD) oficializou em 31 de julho o apoio a Alexandre Curi (Republicanos) e manteve aberta a segunda vaga da aliança com o MDB; após a desistência do ex-senador Álvaro Dias em 3 de agosto, o grupo anunciou a jornalista Cristina Graeml (PSD) no dia seguinte.
Direita
A disputa pelo Senado em 2026 expõe o custo da fragmentação no campo conservador. No Paraná, o governador organizou a chapa em torno de um projeto estadual, garantiu uma vaga a um aliado e resolveu a segunda com um nome do próprio partido, evitando que a briga entre pré-candidatos comprometesse a coligação.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Nota factual e curta: anuncia a candidata escolhida pelo grupo do governador e registra que a indicação veio um dia após a desistência do líder das pesquisas. Não há enquadramento ideológico identificável, e a confiança é baixa porque o corpo disponível se resume ao lide.
Perspectivas omitidas
Descrição neutra do levantamento baiano: apresenta intenção de voto, explica que cada entrevistado podia citar dois nomes e detalha os índices de rejeição de todos os testados, inclusive dos líderes. Sem vocabulário valorativo. A inconsistência no tamanho da amostra é falha de apuração, não de viés.
Perspectivas omitidas
Coluna de bastidor que reporta a avaliação interna de um partido sobre a disputa paulista, com percentuais atribuídos a um instituto e a posição dos concorrentes na chapa. O enquadramento é de leitura estratégica, não ideológico: identifica a ex-ministra melhor posicionada como integrante da base do governo federal sem carga valorativa, mas trabalha com fontes internas não identificadas.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar do veículo ser de perfil conservador, o texto é reportagem factual de coletiva: encadeia o anúncio da chapa majoritária, o apoio formal a Curi e o impasse sobre a segunda vaga, com citações diretas do governador e do presidente estadual do MDB. A limitação é de apuração, não de enquadramento ideológico: o relato fica quase inteiramente na versão do grupo governista, que minimiza o atrito.
A definição das chapas ao Senado para as eleições de 2026 entrou em sua fase decisiva na virada de julho para agosto, com impasses simultâneos em pelo menos quatro estados e no Distrito Federal. No Paraná, o governador Ratinho Junior (PSD) oficializou em 31 de julho o apoio à candidatura de Alexandre Curi (Republicanos) a uma das duas vagas em disputa, mas deixou em aberto o segundo nome da aliança com o MDB, fechada um dia antes e que colocou o ex-prefeito Rafael Greca (MDB) como vice de Sandro Alex (PSD) na corrida ao governo estadual.
O impasse paranaense girou em torno de dois nomes. De um lado, o ex-senador Álvaro Dias, indicado pelo MDB; de outro, a jornalista Cristina Graeml, que se filiou ao PSD com o objetivo de conquistar espaço na composição. O governador afirmou ter mais quatro ou cinco dias para ouvir os partidos aliados, negou atritos ao dizer que não existe crise e descartou a saída de Curi da coligação. O presidente estadual do MDB, o deputado federal Sérgio Souza, sustentou que a segunda vaga estava encaminhada para o seu partido, com decisão prevista até 5 de agosto ou durante a convenção. O desfecho veio antes do prazo: Álvaro Dias, então líder das pesquisas, desistiu de concorrer em 3 de agosto e, no dia seguinte, o grupo do governador anunciou Cristina Graeml como candidata.
Fora do Paraná, o quadro é igualmente aberto. No Distrito Federal, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) decidiu disputar uma vaga após reunião com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, encerrando a dúvida criada pelo atrito público com o senador Flávio Bolsonaro; a outra vaga do partido no DF ficaria com a deputada Bia Kicis. Em Goiás, pesquisa Genial/Quaest divulgada em 30 de abril mostrou a ex-primeira-dama Gracinha Caiado (União) na liderança, com 22%, e a segunda vaga em empate técnico entre pré-candidatos que oscilam de 12% a 8%. Na Bahia, levantamento do Paraná Pesquisas apontou o ex-ministro Rui Costa (PT) com 44,6% e o senador Jaques Wagner (PT) com 35,1%. Em São Paulo, números da Quaest colocaram Marina Silva (Rede) com 14% e Simone Tebet (PSB) com 12%, à frente do nome do PL, com 5%.
A cobertura de centro concentrou-se na aritmética eleitoral e nos movimentos internos dos partidos: quem lidera, quem empata e quais vagas já estariam praticamente decididas. Um desses relatos registrou que a cúpula do PL recebeu de especialistas em pesquisa do próprio partido o recado de que uma das vagas paulistas deve ficar com uma ex-ministra que integra a base do governo federal. Já a cobertura de direita, de perfil regional, deu mais espaço aos bastidores da aliança governista no Paraná e reproduziu com destaque as declarações do governador negando racha entre os aliados e defendendo a construção de um nome de consenso. Veículos de esquerda não deram destaque ao tema até o momento, de modo que o enquadramento crítico sobre a escolha de candidaturas em negociações fechadas entre cúpulas partidárias não aparece no conjunto das matérias.
Ainda não se sabe como o MDB paranaense reagirá à indicação da candidata do partido do governador, depois de ter afirmado publicamente que a segunda vaga estava encaminhada para a legenda, nem se os nomes anunciados serão confirmados nas convenções e no registro de candidaturas. Também não há informação sobre a data e a metodologia da pesquisa interna citada por integrantes do PL em São Paulo. As matérias sobre Goiás e Bahia trazem divergências entre o número de entrevistados e a margem de erro informados no texto e na ficha técnica, e nenhuma das reportagens ouve os pré-candidatos preteridos nos acordos.
Toda a cobertura converge em três pontos: cada estado e o Distrito Federal elegem dois senadores em 2026, em renovação de dois terços da Casa; as segundas vagas seguem indefinidas na maioria dos estados retratados; e a escolha dos nomes está sendo decidida em acordos entre direções partidárias e governos estaduais, às vésperas das convenções.

A indicação de Graelm se deu um dia depois da desistência do ex-senador Álvaro Dias (MDB), líder nas pesquisas, de concorrer a um novo mandato

Pesquisa entrevistou 2.002 pessoas, entre os dias 31 de julho e 2 de agosto; margem de erro é de 2,7 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%

A vaga no Senado em SP que o PL acredita que já perdeu

Pesquisa entrevistou 1.104 eleitores, entre os dias 24 e 28 de abril; margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos

Ex-primeira-dama se reuniu nesta 6ª feira (31.jul) com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Leia no Poder360.

Ratinho Junior (PSD) reafirmou apoio à pré-candidatura de Alexandre Curi (Republicanos) ao Senado pelo Paraná. Saiba mais na Gazeta do Povo
Perspectivas omitidas



