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As eleições de 2026 elegerão dois senadores por estado, e em pelo menos três unidades a segunda vaga segue indefinida às vésperas das convenções partidárias. No Paraná, a aliança PSD/MDB confirmou o apoio a Alexandre Curi para uma das cadeiras, mas manteve em aberto o segundo nome, disputado entre Alvaro Dias (MDB) e Cristina Graeml (PSD), com definição prevista para até 5 de agosto ou na convenção de domingo. No Distrito Federal, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro decidiu concorrer ao Senado, ficando a outra vaga do PL com a deputada Bia Kicis. Em Goiás, pesquisa Genial/Quaest mostra Gracinha Caiado na liderança com 22%, seguida por um pelotão em empate técnico pela segunda vaga.
As eleições de 2026 vão eleger dois senadores por estado, e a poucos dias das convenções partidárias a segunda vaga de várias chapas permanece indefinida. A cobertura reunida aqui trata de três disputas distintas — Paraná, Distrito Federal e Goiás — que compartilham o mesmo enredo: a primeira cadeira já tem dono, e a segunda virou o centro das negociações entre partidos.
No Paraná, a cobertura de veículos de direita relatou que o governador oficializou, em coletiva na sexta-feira, o apoio à candidatura de Alexandre Curi ao Senado, ao lado da chapa ao governo formada por Sandro Alex e pelo ex-prefeito Rafael Greca como vice. A segunda vaga, porém, ficou em aberto, disputada entre o pré-candidato do MDB, Alvaro Dias, e Cristina Graeml, que se filiou ao partido do governador para pleitear o espaço. Segundo o próprio governador, há ainda quatro ou cinco dias para ouvir os partidos e construir um nome de consenso, e a definição deve sair até 5 de agosto ou na convenção do MDB marcada para domingo. Aliados de Curi teriam manifestado desconforto com a entrada de Alvaro Dias na mesma chapa, mas o governador minimizou os atritos, afirmou que 'não existe crise' e descartou qualquer saída de Curi da aliança.
No Distrito Federal, a cobertura de centro relatou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro decidiu disputar uma vaga ao Senado, depois de ter colocado a candidatura em dúvida em meio a um rompimento público com o senador Flávio Bolsonaro. A reconciliação entre os dois, com o aceite de um pedido de desculpas, destravou a decisão, confirmada por aliados após reunião com o presidente do partido. A outra vaga da legenda no DF ficará com a deputada Bia Kicis, e a oficialização deve ocorrer na convenção regional de domingo.
Ainda no terreno factual, a cobertura de centro divulgou pesquisa Genial/Quaest sobre a disputa em Goiás, que mostra a ex-primeira-dama Gracinha Caiado na liderança, com 22% das intenções de voto na combinação de primeiros e segundos votos, seguida por um pelotão em empate técnico pela segunda vaga. O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral, entrevistou pouco mais de mil eleitores e traz margem de erro de poucos pontos percentuais.
Os três episódios convergem num ponto: as segundas vagas ao Senado são decididas em negociações entre cúpulas partidárias e dependem das convenções do início de agosto. Veículos de esquerda deram menos atenção ao tema; a leitura provável desse campo enfatizaria a concentração de poder e a baixa renovação, apontando a recorrência de candidaturas ligadas a famílias no poder e a ex-primeiras-damas, além do peso das decisões tomadas em reuniões fechadas. Já a leitura de direita, presente na cobertura sobre o Paraná, destaca a organização partidária, a busca por nomes de consenso e a moldura de 'projeto de estado' apresentada pelo governador.
O que ainda não se sabe é quem ocupará a segunda vaga da chapa no Paraná — se Alvaro Dias ou Cristina Graeml — e como se resolverá o empate técnico pela segunda cadeira em Goiás. As convenções e os prazos partidários dos próximos dias devem esclarecer boa parte dessas indefinições.
A cobertura converge no fato de que cada estado elegerá dois senadores em 2026 e de que a segunda vaga das chapas de centro-direita segue indefinida às vésperas das convenções, dependendo de acordos entre partidos.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto expõe percentuais de cada pré-candidato, cita margem de erro, período de campo, protocolo TSE e contratante da pesquisa. Vocabulário neutro, sem enquadramento valorativo. Padrão factual de cobertura de pesquisa.
Perspectivas omitidas
Relato factual da decisão de candidatura, com contexto do rompimento e da reconciliação com o senador aliado. Tom informativo, sem juízo de valor. Fragilidade está na dependência de fontes não identificadas.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Reportagem factual, mas o enquadramento privilegia a leitura do governador — ênfase em 'projeto de estado', minimização dos atritos e valorização institucional da aliança de centro-direita, sem espaço equivalente para as tensões relatadas por aliados de Curi.
Perspectivas omitidas

Pesquisa entrevistou 1.104 eleitores, entre os dias 24 e 28 de abril; margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos

Ex-primeira-dama se reuniu nesta 6ª feira (31.jul) com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Leia no Poder360.

Ratinho Junior (PSD) reafirmou apoio à pré-candidatura de Alexandre Curi (Republicanos) ao Senado pelo Paraná. Saiba mais na Gazeta do Povo
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