O dilema de Lula com Jaques Wagner e a sombra do Banco Master
2 veículos de esquerda · 4 veículos de centro · 1 veículo de direita

Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
2 veículos de esquerda · 4 veículos de centro · 1 veículo de direita

A nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, mirou o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, no âmbito das investigações sobre o Banco Master, de Daniel Vorcaro. A PF aponta Wagner como 'beneficiário central' de vantagens econômicas e investiga se ele atuou no Congresso em favor do banco, na chamada 'emenda Master', em troca de benefícios como um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, uso de aeronaves e ingressos para shows. Foram apreendidos cerca de US$ 55 mil e 33,5 mil euros em endereços ligados ao senador, que confirmou ser dono do dinheiro mas negou irregularidades. Lula telefonou ao aliado e orientou transparência total; a permanência de Wagner na liderança deve ser decidida em reunião presencial.
Veículos deste lado: G1, Metrópoles, BBC Brasil e Canal Meio
A operação contra Jaques Wagner virou teste de coerência para um governo que se notabiliza por dar autonomia à Polícia Federal, sem blindar aliados. Lideranças do PT reagiram defendendo que o senador seja investigado e responsabilizado caso haja irregularidades, na linha do 'doa a quem doer'.
Veículos deste lado: Diário do Centro do Mundo e Brasil 247
O escândalo do Banco Master chegou ao círculo íntimo de Lula: a PF aponta o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, como beneficiário central de propinas, com luxos custeados por aliados de Vorcaro, incluindo camarotes em shows de Taylor Swift em Los Angeles e em São Paulo para a família do senador, apartamento de R$ 2,5 milhões e uso de aeronaves.
Veículos deste lado: Conexão Política
7 veículos
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Apelo emocional nesta matéria: 10/100.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés à direita
Esquerda, centro e direita reconhecem que a PF mirou Jaques Wagner na 9ª fase da Operação Compliance Zero, apreendeu mais de US$ 55 mil em espécie e que o caso aproxima o escândalo do Banco Master do círculo íntimo de Lula em ano eleitoral. Todos registram que o senador nega irregularidades.
O escândalo do Banco Master chegou ao núcleo do governo Lula. Na nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na quinta-feira, 18 de junho, a Polícia Federal mirou o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado e amigo de décadas do presidente. Endereços ligados ao parlamentar foram alvo de busca e apreensão, autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. Os agentes apreenderam cerca de 55 mil dólares e 33,5 mil euros em espécie. A PF aponta Wagner como o suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas no caso do banco de Daniel Vorcaro.
Segundo a investigação, o senador teria atuado no Congresso em favor de interesses do Banco Master, em especial na chamada emenda Master, proposta por Ciro Nogueira que ampliaria de 250 mil para 1 milhão de reais a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos por CPF. Em troca, Wagner teria recebido benefícios como um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em cerca de 2,45 milhões de reais, uso de aeronaves privadas e ingressos para camarotes em shows internacionais. O principal elo apontado pelos investigadores é o empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. A relação entre o Master e o grupo político baiano remonta a 2018, quando Wagner era secretário na gestão de Rui Costa.
A cobertura de centro, de veículos como g1, BBC Brasil e a newsletter do Meio, concentrou-se nos fatos da operação, nos valores apreendidos e na repercussão internacional do caso, citado por Al Jazeera, Clarín, Bloomberg e Reuters, que ressaltaram como o escândalo aproximou o caso Master do círculo íntimo do presidente em ano eleitoral. Esses veículos registraram com paridade tanto as acusações da PF quanto as negativas do senador. Wagner confirmou ser dono do dinheiro apreendido, afirmando que se trata de diárias do Senado acumuladas desde 2019 e de economias, e disse que o apartamento seria para a filha, com ressarcimento ao intermediário. Ele não foi indiciado.
Veículos de esquerda, como Brasil 247 e Diário do Centro do Mundo, enquadraram o episódio como teste de coerência de um governo que se notabiliza por dar autonomia à Polícia Federal, sem blindar aliados. Destacaram falas de líderes do PT, como Rogério Correia, Lindbergh Farias e José Guimarães, defendendo que Wagner seja investigado e responsabilizado, na lógica do doa a quem doer, e situando a origem do escândalo no período Bolsonaro. Lembraram ainda que o caso já havia atingido o pré-candidato Flávio Bolsonaro, que pediu dinheiro a Vorcaro para financiar um filme sobre o pai.
Já veículos de direita, como o Conexão Política, enfatizaram o ângulo de luxo e ostentação, com manchete sobre ingressos para shows de Taylor Swift pagos a familiares do senador em Los Angeles e em São Paulo, e ressaltaram que o escândalo agora alcança o aliado mais próximo de Lula, que admitiu ter se encontrado com Vorcaro em 2024. Uma coluna de centro, do Blog do Noblat, cobrou que o presidente afaste o amigo da liderança para preservar o discurso ético, comparando a situação à de Flávio Bolsonaro no mesmo caso.
O que ainda não se sabe é se Wagner permanecerá na liderança do governo no Senado. Lula telefonou ao aliado e orientou transparência total, mas deixou a decisão sobre o futuro político para uma reunião presencial em Brasília, prevista para a semana seguinte. Tampouco está esclarecido o desfecho jurídico das acusações, ainda em fase de investigação, nem se outras figuras do espectro político serão alcançadas pelo avanço da Operação Compliance Zero.
A Polícia Federal afirma que Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, pagou ao líder do governo no Senado, Jaques Wagner, as despesas de um ‘show de cantora internacional’ na Califórnia, nos Estados

Plínio Valério afirma que Jaques Wagner nunca pediu inclusão de emenda Master na PEC do Banco Central; PF investiga suspeitas.

Veículos de mídia no exterior observam que após gravação de Flávio Bolsonaro com Vorcaro, nova investigação atinge Lula e pode ter impacto nas eleições.
Desfecho do caso Jaques Wagner se transformou no teste definitivo de coerência política para o governo e na prova de fogo para uma amizade histórica
Vice-líder do governo na Câmara, Rogério Correia afirmou que o escândalo do Banco Master não pertence ao governo Lula, mas ao período Bolsonaro
Para manter o discurso ético e poupar o governo de desgastes, presidente é pressionado a afastar o líder do Senado, seu amigo de toda vida

Presidente Lula cobra explicações do senador Jaques Wagner após operação da Polícia Federal no caso Banco Master.

Veículos de mídia no exterior observam que após gravação de Flávio Bolsonaro com Vorcaro, nova investigação atinge Lula e pode ter impacto nas eleições.

Líder do governo no Senado e homem de confiança de Lula, o parlamentar teria recebido um apartamento de luxo e viagens em troca de negócios na Bahia que beneficiaram o banco de Daniel Vorcaro e do apoio à “Emenda Master” no Congresso. Governo dos EUA divulga nota contra a condenação de Eduardo Bolsonaro pelo STF. Casos de Ebola no Congo crescem 38%, e surto é o pior já registrado no país. Após acordo com o Cade, Apple abre iPhone no Brasil para lojas e carteiras virtuais. E confira as dicas da agenda cultural para São Paulo e Rio.

Hoje, ‘No Pé do Ouvido, com Yasmim Restum, você escuta essas e outras notícias: Líder do governo no Senado e homem de confiança de Lula, o parlamentar teria recebido um apartamento de luxo e viagens em troca de negócios na Bahia que beneficiaram o banco de Daniel Vorcaro e do apoio à “Emenda Master” no Congresso. Surto de Ebola no Congo é o pior já registrado no país. Após acordo com o Cade, Apple abre iPhone no Brasil para lojas e carteiras virtuais. E confira as dicas da agenda cultural para São Paulo e Rio.
Apelo emocional nesta matéria: 10/100.