Os índices de popularidade de Lula, segundo nova pesquisa Indexa
2 veículos de esquerda · 1 veículo de centro · 1 veículo de direita

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Para veículos de esquerda, os números confirmam a recuperação do presidente Lula no ano eleitoral: a aprovação voltou a empatar com a desaprovação depois de meses em desvantagem, e ele lidera com folga o primeiro turno e vence todos os cenários simulados de segundo turno. A leitura progressista enfatiza que a vantagem de onze pontos sobre o principal adversário no primeiro turno indica que a agenda social do governo encontra eco no eleitorado, enquanto os nomes do campo conservador seguem fragmentados e distantes. Nessa chave, a oscilação de dois pontos registrada por outro instituto é ruído estatístico, não virada.
Dois institutos divulgaram em 21 de julho de 2026 levantamentos sobre a disputa presidencial. Um deles apontou 49% de aprovação e 48% de desaprovação ao presidente Lula, empate técnico com leve melhora em relação a maio, além de 41% no primeiro turno contra 30% de Flávio Bolsonaro e vitória do presidente em todos os cenários de segundo turno.
Para veículos de direita, o quadro é de disputa aberta e de desgaste do governo. O segundo turno voltou ao empate técnico, com o senador Flávio Bolsonaro oscilando para cima e chegando a três pontos do presidente, dentro da margem de erro, depois de meses em que a diferença havia se ampliado.
4 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Todos os lados reconhecem que a disputa está polarizada entre dois nomes, com os demais pré-candidatos somando pouco. Há convergência nos números brutos, na metodologia declarada e no registro das duas pesquisas no TSE. Também é consenso que a avaliação do governo segue dividida, com aprovação e desaprovação em patamares próximos.
Duas pesquisas de intenção de voto divulgadas em 21 de julho de 2026 recolocaram a disputa presidencial brasileira no centro do noticiário político, com leituras bastante distintas sobre a mesma fotografia do eleitorado. Ambos os levantamentos ouviram 2.000 pessoas por telefone, têm 95% de grau de confiança, margem de erro entre 2 e 2,2 pontos percentuais e registro na Justiça Eleitoral.
O primeiro instituto, com campo entre 16 e 19 de julho, apontou 49% de aprovação à forma como o presidente Lula administra o País, contra 48% de desaprovação e 3% que não souberam responder. É empate técnico, mas com variação favorável ao governo em relação à rodada de maio, quando os números eram de 46% de aprovação e 50% de desaprovação. Na avaliação da gestão, 33% consideram o governo bom ou ótimo, 41% ruim ou péssimo e 22% regular. No cenário de primeiro turno, esse mesmo levantamento indicou 41% para o presidente, 30% para o senador Flávio Bolsonaro, 6% para Ronaldo Caiado, 3% para Romeu Zema e 3% para Renan Santos, com vitória do presidente nas quatro simulações de segundo turno testadas.
O segundo instituto, que foi a campo entre 18 e 20 de julho, mediu 40% para o presidente e 33% para o senador no primeiro turno, e 45% a 42% no segundo turno, diferença que cabe integralmente na margem de erro. O mesmo estudo mediu rejeição: 50% dos entrevistados disseram que não votariam no senador e 48% disseram o mesmo sobre o presidente, em pergunta estimulada que permitia citar mais de um nome.
Os três blocos de cobertura convergem nos dados brutos, na metodologia e no fato de que a disputa está polarizada entre dois nomes, com os demais pré-candidatos muito atrás. Também há convergência em um alerta técnico: as rodadas não podem ser comparadas diretamente entre si, porque a lista de nomes testados mudou depois que o presidente do PSDB desistiu da corrida.
A divergência está no ângulo. Veículos de esquerda organizaram a cobertura em torno da recuperação do presidente, destacando a virada na relação entre aprovação e desaprovação desde maio, a vantagem de onze pontos no primeiro turno e a vitória em todos os cenários de segundo turno, com os adversários descritos como distantes. Veículos de direita construíram a notícia sobre o movimento do senador, que oscilou dois pontos para cima e voltou ao empate técnico no segundo turno, e sublinharam que 41% avaliam o governo como ruim ou péssimo. A cobertura de centro relatou os números sem hierarquia política, com ênfase na transparência do estudo, informando a pergunta literal do questionário, o desenho amostral, o custo do levantamento e a origem do financiamento, e destacou o recorte de rejeição, no qual os dois nomes aparecem em patamar semelhante.
Há omissões relevantes em cada lado. A cobertura de esquerda não apresentou os índices de rejeição nem comparou os cenários com a rodada anterior do próprio instituto. A cobertura de direita tratou como recuperação uma oscilação inteiramente contida na margem de erro e deixou de fora a pesquisa divulgada no mesmo dia com vantagem maior do presidente. Nenhuma delas aplicou a margem de erro às diferenças de segundo turno de forma explícita.
O que ainda não se sabe é se a leve melhora na avaliação do governo se sustenta nas próximas rodadas ou se é oscilação de curto prazo. Também não está claro como a saída de um pré-candidato do centro redistribui votos, qual o efeito prático dos altos índices de rejeição dos dois líderes sobre o eleitorado indeciso, nem se outros institutos que vão a campo nas próximas semanas confirmarão o mesmo desenho da disputa.
A sondagem se baseia em 2.000 entrevistas entre 16 e 19 de julho. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais

O levantamento aponta liderança do presidente Lula no primeiro turno e em todos os cenários para o segundo

Nova rodada da Real Time Big Data mostra movimentação do senador dentro da margem de erro

Levantamento Real Time Big Data entrevistou 2.000 pessoas de 18 a 20 de julho de 2026. Leia no Poder360.
