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Registros oficiais da Força Aérea Brasileira mostram que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), usou um avião da FAB para ir ao Festival de Parintins, no Amazonas, em 26 de junho de 2026. A aeronave levou 12 passageiros, entre eles o ministro das Comunicações, Frederico Siqueira. A comitiva voltou a Brasília em 29 de junho. As assessorias do senador e do ministro afirmam que o deslocamento seguiu as regras vigentes.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), usou uma aeronave oficial da Força Aérea Brasileira para participar do Festival de Parintins, no Amazonas, em junho de 2026. Segundo registros oficiais da própria FAB, ele embarcou em Brasília na manhã de 26 de junho com destino a Manaus e, no mesmo dia, seguiu para Parintins, onde desembarcou à tarde. O voo transportou doze passageiros. Entre eles estava o ministro das Comunicações, Frederico Siqueira, que integra a cota do União Brasil no governo Lula. A comitiva retornou a Brasília em 29 de junho, ao fim do festival.
A cobertura de centro apurou a viagem a partir dos registros oficiais de voo e registrou que os nomes dos demais passageiros não foram divulgados. A presença das duas autoridades no evento foi tornada pública pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), que publicou nas redes sociais uma foto recepcionando os dois em Parintins. Veículos de direita reproduziram a apuração e acrescentaram o contexto normativo: um decreto assinado em 2020, na gestão de Jair Bolsonaro, é o que regulamenta hoje o uso de aeronaves da FAB por autoridades brasileiras, permitindo que presidentes do Senado, da Câmara e do Supremo Tribunal Federal, ministros de Estado e comandantes das Forças Armadas solicitem esses voos em casos de emergência médica, razões de segurança ou viagens a serviço.
Há convergência entre as coberturas sobre os fatos centrais. Todas registram a data da ida e da volta, o número de passageiros, a identificação do ministro a bordo e a regra que permite o compartilhamento da aeronave quando os voos para um mesmo destino têm intervalo inferior a duas horas. Também há convergência sobre a resposta oficial. A assessoria de Alcolumbre afirmou que o uso das aeronaves pelo presidente do Senado atende às recomendações de segurança e segue integralmente a previsão legal aplicável aos deslocamentos de chefes de Poder, acrescentando que o compartilhamento com outras autoridades é prática institucional regular. Na mesma nota, a assessoria diz que o presidente tem orgulho de defender e divulgar o Festival Folclórico de Parintins, reconhecido oficialmente como manifestação da cultura nacional. O Ministério das Comunicações informou que a utilização de vagas remanescentes em voos institucionais já programados atende aos princípios de eficiência e legalidade e não gera custos adicionais.
A divergência aparece no enquadramento. Veículos de direita deram destaque à dimensão de privilégio e de opacidade: sublinharam que autoridades utilizam com frequência aviões oficiais para compromissos sem caráter oficial ou sem relação direta com o exercício do cargo, e que, embora a norma exija informar a relação de acompanhantes, os presidentes dos Poderes costumam divulgar apenas o número de pessoas a bordo, sem os nomes. Nessa leitura, a legalidade formal não encerra o debate sobre o mérito do gasto público. A cobertura de centro manteve o tom documental e deixou a avaliação em aberto, apresentando o fato, as datas e a resposta das autoridades sem juízo explícito. Já a leitura mais à esquerda do episódio, presente no debate público, tende a deslocar o foco do indivíduo para a regra: o problema não seria a ida a um festival amazônico de reconhecido valor cultural, e sim o desenho normativo que autoriza esses deslocamentos e permite manter fechada a lista de quem viaja. Essa leitura lembra ainda que o decreto em vigor foi editado por um governo de direita e que a prática atravessa partidos e Poderes.
O episódio não é isolado. Foi o segundo ano consecutivo em que Alcolumbre foi ao Festival de Parintins em avião da FAB. Em 2025, a viagem foi feita ao lado do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do então presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso.
O que ainda não se sabe é substancial. Nenhuma das coberturas apresenta o custo do voo para os cofres públicos nem o valor da hora de operação da aeronave utilizada. Não foram divulgados os nomes dos dez passageiros restantes, o que impede verificar se todos tinham vínculo institucional com a viagem. Também não há, até aqui, manifestação de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União, nem avaliação independente sobre se o deslocamento se enquadra nas hipóteses previstas no decreto. Não se sabe, por fim, se houve pedido formal de segurança que justificasse o uso da aeronave nesse caso específico.
Todas as coberturas convergem nos fatos: a viagem ocorreu em aeronave oficial da FAB, com 12 passageiros, entre 26 e 29 de junho, e o ministro das Comunicações estava a bordo. Também há convergência de que a norma vigente permite o compartilhamento da aeronave e de que os nomes da maioria dos passageiros não foram divulgados.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Texto factual ancorado em registros oficiais da FAB e em publicações do senador Omar Aziz nas redes. Dá espaço integral à nota da assessoria e usa verbos neutros ("embarcou", "transportou"). O único traço valorativo é o verbo "curtir" no lead, insuficiente para caracterizar enquadramento ideológico.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Reproduz a apuração de terceiros e mantém a estrutura factual, mas acrescenta um parágrafo generalizante de accountability — "autoridades utilizam com frequência aviões da FAB para compromissos sem caráter oficial" — e destaca que os presidentes de Poder costumam omitir os nomes dos acompanhantes. Esse enquadramento de opacidade e privilégio de agentes públicos, típico da crítica de direita ao gasto estatal, empurra a peça para RIGHT, ainda que de forma moderada. Menciona que o decreto vigente foi assinado por Jair Bolsonaro, o que atenua o viés.

Ministro das Comunicações de Lula pegou carona com Alcolumbre em viagem ao Festival de Parintins no final de junho; voo levou 12 passageiros

Registros oficiais mostram viagem do presidente do Senado ao Amazonas; assessoria afirma que deslocamento seguiu a legislação
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Perspectivas omitidas


